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Felipão não é mais técnico do Palmeiras. Leão é o favorito

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico do Palmeiras. Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira no clube, após a derrota por 3 a 1 para o Vasco, em São Januário, foi decretado o fim do ciclo do treinador à frente da equipe do Palestra Itália.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Felipão não é mais técnico do Palmeiras. Leão é o favorito


Felipão palmeiras grêmio (Foto: Ale Cabral / Agência Estado)
Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico do Palmeiras. Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira no clube, após a derrota por 3 a 1 para o Vasco, em São Januário, foi decretado o fim do ciclo do treinador à frente da equipe do Palestra Itália. O mais cotado para substitui-lo é Emerson Leão - ironicamente, predecessor do próprio Felipão na seleção brasileira, em 2001.
Além de Felipão, o auxiliar Flávio Murtosa também foi demitido, segundo nota publicada no site oficial do Palmeiras. Galeano, coordenador técnico, ainda balança no cargo. No clássico contra o Corinthians, domingo, no Pacaembu, o time será comandado pelo ex-jogador Narciso, técnico do sub-20.
A diretoria já definiu que vai atrás de Emerson Leão, atualmente no São Caetano. Mas otécnico já teria dito à diretoria do clube do ABC que não pretende sair agora, já que tem contrato até dezembro. Dorival Júnior, do Flamengo, e Paulo Autuori, que dirige a seleção do Qatar, são os outros cotados no Verdão.
A irregularidade vinha sendo a marca do Palmeiras de Felipão na temporada. A torcida alviverde comemorou muito a conquista da Copa do Brasil (em 11 de julho, ao bater na final o Coritiba), e a consequente classificação para a Libertadores de 2013. Por outro lado, o Verdão colecionou resultados negativos no Brasileiro, caindo para a penúltima colocação após a derrota desta quarta. Do título nacional até o duelo com o Vasco foram 16 partidas pelo Brasileirão, sendo nove derrotas, três empates e somente quatro vitórias.
A luta do Palmeiras agora é contra o rebaixamento para a Série B. Ao todo, o time comandado por Luiz Felipe Scolari somou apenas 20 pontos, estando a sete do Flamengo, o primeiro fora do indesejado Z-4. O Rubro-Negro tem ainda a vantagem de contar com uma partida a menos (23 contra 24), um duelo adiado com o Atlético-MG.
Esta foi a segunda passagem de Felipão pelo Palmeiras. Na primeira, entre 1997 e 2000, o técnico conduziu o Verdão a títulos incontestáveis e à condição de uma das principais equipes do futebol sul-americano. Entre as maiores conquistas estão a Taça Libertadores (1999), Copa Mercosul (1998), Copa do Brasil (1998) e Torneio Rio-São Paulo (2000).
Scolari seguiu sua carreira com trabalhos destacados pelo Cruzeiro (campeão da Copa Sul-Minas em 2001), seleção brasileira (campeão mundial em 2002), seleção de Portugal (vice-campeão da Eurocopa em 2004), Chelsea e Bunyodkor, do Uzbequistão (campeão uzbeque em 2009), retornando ao Palestra Itália em 2010.

Confira os números de Felipão no Palmeiras

Total: (407 jogos, 192 vitórias, 111 empates, 105 derrotas)

Segunda passagem: (154 jogos, 65 vitórias, 47 empates, 42 derrotas)

2012 – 51 jogos, 22 vitórias, 11 empates, 18 derrotas
2011 – 65 jogos, 29 vitórias, 24 empates, 12 derrotas
2010 - 38 jogos, 14 vitórias, 12 empates, 12 derrotas
2000 - 46 jogos, 23 vitórias, 12 empates, 11 derrotas
1999 - 87 jogos, 41 vitórias, 21 empates, 25 derrotas
1998 - 78 jogos, 44 vitórias, 15 empates, 19 derrotas
1997 - 43 jogos, 19 vitórias, 16 empates, 8 derrotas

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domingo, 9 de setembro de 2012

BERNARD DECIDE, GALO VENCE VERDÃO E MANTÉM CAÇA AO LÍDER FLUMINENSE

Suspenso pelo STJD, o meia Bernard já se preparava para acompanhar de longe o duelo entre Atlético-MG e Palmeiras, no Independência. Mas, no meio da tarde deste domingo, um efeito suspensivo fez a revelação do Brasileirão entrar em campo e decidir o jogo à noite. Com ótima atuação do garoto de 20 anos na etapa final, o Galo venceu o Palmeiras por 3 a 0 e manteve a caça ao Fluminense, líder há duas rodadas. Com dois gols do meia e um de Leonardo Silva, a equipe mineira impediu que o rival disparasse no topo da classificação. O Verdão, por outro lado, volta a viver um pesadelo na zona de rebaixamento.
Foi a primeira vitória do Atlético-MG no returno – o time não ganhava há quatro partidas. O resultado leva a equipe mineira aos 48 pontos, a dois do Fluminense, mas com um jogo a menos, que será realizado contra o Flamengo, no Engenhão, no dia 26 de setembro.
O Verdão perdeu pela 13ª vez - é o que mais foi derrotado até agora - e se viu afundado na zona de rebaixamento, com 20 pontos, em 18º lugar. Além de voltar a tropeçar após a boa vitória por 3 a 1 sobre o Sport na última quinta-feira, a equipe de Felipão foi bastante prejudicada pelas vitórias dos rivais diretos na luta contra a degola. Coritiba, Bahia e o próprio Leão da Ilha do Retiro venceram e deixaram o Palmeiras a cinco pontos de sair do Z-4.
Na próxima rodada, o Verdão faz mais um jogo fora de casa: enfrenta o Vasco na quarta-feira, às 22h (de Brasília), em São Januário. No mesmo dia e horário, o Atlético-MG volta a atuar diante de sua torcida: recebe o São Paulo no Independência.
Muita boca, pouca bola
O primeiro tempo foi mais falado do que jogado, com Galo e Verdão pilhados em campo. Dá para entender, já que um queria recuperar a liderança perdida, e o outro tentava sair do buraco em que se jogou depois do título da Copa do Brasil – a zona de rebaixamento. O início nervoso exigiu ação do árbitro Leandro Vuaden, famoso por deixar o jogo correr mais, sem marcar muitas faltas. Nos primeiros 20 minutos, distribuiu três cartões amarelos, para Thiago Heleno, Valdivia e Guilherme.
Quem tentou fazer a diferença foi o meia Bernard, reforço de última hora no Atlético-MG. Pela esquerda do ataque, encontrou espaços deixados por Artur e fez boas jogadas. Mas o melhor lance só veio na bola parada, aos 34 minutos, quando Ronaldinho cruzou para Danilinho, e o atacante finalizou de primeira, para fora.
Mais retraído, o Palmeiras fez a clássica aposta nos contra-ataques, mas sem qualidade nas conclusões. Com Tiago Real e Valdivia juntos pelo segundo jogo seguido, a armação melhorou e o time até teve suas chances, mais claras que as do Galo. Obina seguiu as orientações do técnico e quase não saiu da área, esperando por uma oportunidade. Perdeu uma, após dividida com Leonardo Silva, e teve um gol anulado por impedimento.
A bola aérea era a senha, e Luan quase abriu o placar após cruzamento de Tiago Real. Victor salvou, aos 40 minutos. Se não fez o gol, Luan foi perfeito taticamente ao impedir as subidas do lateral-direito Marcos Rocha, grande arma do Galo no ataque.
No jogo falado, deu empate. Todo mundo quis se impor no grito e nas jogadas mais duras. Teve carrinho duro de Valdivia em Bernard, discussão do jovem alvinegro com Tiago Real, e conversa ríspida de Vuaden com Felipão. Leandro Amaro se estranhou com Ronaldinho e Pierre ao mesmo tempo. E, para finalizar, Victor se desentendeu com Obina e chegou a ir ao chão depois de uma trombada. Muita confusão para pouco futebol.
Mudança para vencer
Cuca mostrou coragem logo no início do segundo tempo, ao sacar Danilinho e Leandro Donizete e lançar Leonardo e Escudero. Resolveu dois problemas: colocou uma referência dentro da área e levou auxílio a Bernard e Ronaldinho, que sofriam com a marcação do Palmeiras. O resultado foi imediato, com dois chutes a gol em dois minutos e a empolgação da torcida alvinegra no Independência.
Aos sete minutos, um desses chutes resultou no gol. A investida de Bernard pelo lado direito gerou um escanteio. Na cobrança, Leonardo Silva subiu mais do que Thiago Heleno e cabeceou sem chances para Bruno, abrindo o placar para o Galo. O caldeirão se formou em Belo Horizonte, e o Verdão não conseguiu dar uma resposta à altura.
Felipão lançou o rápido Maikon Leite na vaga de Tiago Real. Trocou a jogada pensada pela correria, sem sucesso. A pressão desorganizada do Palmeiras só aumentou os espaços para o Atlético-MG atacar. E com Ronaldinho, Bernard e companhia, é claro que o perigo de levar o segundo gol seria enorme.
O Verdão assustou só nos chutes de longe de Correa, o único que tentava algo diferente no Palmeiras. Numa dessas conclusões, a bola passou raspando o travessão de Victor, que salvou o time em algumas oportunidades, a principal delas em chute de Juninho, evitando o gol certo com muito reflexo em cima da linha. No fim, o mesmo Correa ainda acertou na trave uma cobrança de falta. Pensando em garantir o resultado, Cuca tirou Guilherme e colocou o volante Serginho a 15 minutos do fim do jogo.
O técnico não queria deixar a vitória escapar de jeito algum, e ainda viu Bernard começar a tranquilizar os alvinegros aos 38 minutos, quando recebeu passe perfeito de Leonardo e tocou na saída de Bruno, ampliando a vantagem para 2 a 0. Depois, aproveitando falha coletiva de Bruno e Leandro Amaro, fez o terceiro gol. O Atlético-MG continua sua caça ao líder Fluminense. Já o Palmeiras, volta a se afundar na zona da degola.
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sábado, 10 de dezembro de 2011

Torcedores voltam a protestar por eleições diretas no Palmeiras

O Palmeiras já está de férias há quase uma semana, quando acabou o Campeonato Brasileiro, no entanto, sua torcida continua protestando contra as diretrizes do clube. Na manhã deste sábado, cerca de 200 torcedores foram ao Palestra Itália para pedir mais uma vez por eleições diretas. O mesmo tipo de manifestação já tinha ocorrido em 24 de outubro, durante reunião do Conselho do time.
No primeiro protesto a torcida do Palmeiras fez mais barulho do que neste sábado. Foto: Ale Cabral/Futura PressAo contrário do anterior, o novo protesto não contou com a presença de nenhuma torcida organizada e também causou menos barulho, já que não houve carro de som desta vez. As reivindicações, porém, foram as mesmas de antes. Com apitos e rojões, os palmeirenses pediam a implantação das Diretas e clamavam contra o projeto de criação de um Comitê Gestor, que visa eleger um grupo de conselheiros eleitos para comandar o futebol, o que tiraria esse poder do presidente.
Idealizador deste projeto, o ex-mandatário Mustafá Contursi foi um dos principais alvos dos torcedores, que entoou cânticos como "O Mustafá, vai se f...., o meu Palmeiras não precisa de você", "Olelê, olalá, o seu tempo acabou, larga o osso Mustafá" e "Ah que bom seria, se o Mustafá voltasse para Turquia".
A atual direção também foi lembrada pelos aficionados. Cartazes pediam para o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo deixar o clube, enquanto o mandatário Arnaldo Tirone foi cobrado por sua postura. "Tirone seu banana" era um dos gritos dos manifestantes, que não deixaram de reclamar sobre a fase do time em campo.
"Eu acho que o futebol que o time apresenta é um reflexo direto da situação política do clube e para a gente voltar a ser campeao é preciso ter uma renovaçao política e por isso que o projeto das diretas é importante", declarou Gustavo Medonça, de 20 anos, estudante de economia da Universidade de São Paulo.
Atualmente são cerca de 300 conselheiros eleitos pelos sócios que têm direito de votar nas eleições para presidente. A proposta de Diretas é que haja primeiro uma votação entre os conselheiros e então os caditados que atingirem mais de 10% de votos concorrem em um segundo turno no qual todos os sócios podem participar da eleição.

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